Review Enola Holmes: Feminismo em 1884, empoderamento e coragem pra ser você mesmo

Enola Holmes estreia amanhã (23) na Netflix. O filme se passa na Inglaterra em 1884, e na manhã do seu aniversário de 16 anos, Enola Holmes descobre que a mãe desapareceu, deixando para trás alguns presentes enigmáticos e um grande mistério sobre seu paradeiro. Seus irmãos decidem mandá-la para uma escola de etiqueta para aprender boas maneiras. Indignada, ela foge para Londres em busca da mãe. Quando sua jornada a coloca diante de um mistério envolvendo um jovem lorde fugitivo, ela acaba descobrindo uma conspiração que pode alterar o curso da História.

O longa é dirigido por Harry Bradbeer e produzido por Mary Parent, Alex Garcia, Ali Mendes, Millie Bobby Brown e Paige Brown. Jack Thorne assina o roteiro.

Enola Holmes é um dos filmes que mexem com o nosso coração. Fala sobre feminismo em 1884, período em que as mulheres eram moldadas para serem filhas e esposas perfeitas, constituir famílias e servir ao homem. Enola (Millie Bobby Brown) é totalmente o contrário disso. Sua mãe, Eudoria Holmes (Helena Bonham Carter), a ensinou ciências, xadrez, jogo de palavras, artes marciais e não dar a mínima para o que os outros querem que ela seja.

Sherlock Holmes (Henry Cavil) acaba se surpreendendo com os dotes da irmã ao longo da trama, de maneira cômica e investigativa, o detetive compreende mais Enola do que Mycroft Holmes (Sam Claflin), um irmão tradicionalista que a vê como uma selvagem que não se comporta como uma dama de sua posição social. Pensando em honrar o nome Holmes perante a sociedade e fazer da garota uma boa esposa, Mycroft a envia para a academia da Sr. Harrison (Fiona Shaw) para aprender bons modos.

Ao perceber os talentos de Enola, Sherlock incentiva a menina a continuar a investigação. Nesse período ela conhece o marquês de Tewksbury (Louis Partridge), um garoto que também está fugindo por estar sendo ameaçado. Nesta parte do filme, ascensão de Enola Holmes como detetive começa a acontecer.

Neste personagem de Sam Claflin, não vamos nos apaixonar, nem nos encantar, mas ele entra para o top seis de personagens favoritos. Ele sai do eixo de filmes de comédia romântica. Profissionalmente, amamos quando Sam interpreta um vilão ou um cara mau, exibe o grande talento do ator e diversificação de seus trabalhos, transitando por diversos gêneros e ainda sim fazendo um excelente trabalho.

O filme tem como personagem principal Enola Holmes, para quem esperava muita exibição de Sherlock, não acontece. As aparições do Henry são essenciais no filme, às apurações acontecem de maneira sutil e engraçada. Trata-se do desenvolvimento de Enola como detetive, o irmão a incentiva e ajuda, acaba até se vendo na jovem.

A quarta parede é especial nas cenas filmadas, Millie surpreende todos nós. Ao falar com o espectador, nos sentimos íntimos das aventuras da jovem, se identificando com a transição da personagem e seus sentimentos. Chegando até mesmo a querer dar grandes abraços em Millie. O filme te envolve!

Honestamente? Não existe Enola Holmes melhor do que Millie Bobby Brown. Pode ser por termos acompanhado seu crescimento de Stranger Things a filmes como esse, onde assina como produtora. Toda a descoberta da personagem, desenvolvimento e até as cenas de ação, que a atriz não exigiu dublê, sabemos que Millie veio pra ficar, e acima de tudo brilhar.

Para nós, mulheres, o longa é essencial para nos sentirmos fortes e encorajadas por Enola Holmes durante todas as fases da sua personagem, a transição de uma garota de 16 anos tentando lidar com o sumiço da mãe e desenvolvimento para uma grande mulher e detetive.

The future is up to us!

 

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